segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quanto a nós...

Quanto a nós, depois do fim,
A tardia constatação
De sermos apenas “mais um casal”
Nada de mais, nada de mal.
E todo o amor que percebíamos
Não era, em nada, especial.
Quanto a nós, neste momento,
Esse vazio no coração,
E a cabeça a fervilhar
Sem encontrar o esquecimento,
No desejo único de justificar
Toda a promessa, da vontade,
De um motivo para amar.
Cheios de sonhos, repletos de pecados,
Dois corpos condenados a almas inocentes,
Mas não há brisa que, ao soprar,
Refresque o calor produzido.
Quanto a nós, choro e adeus.
Quanto a você, libertação.
Quanto a mim, entorpecimento...
Podíamos pouco, tentamos o topo,
E a frustração foi o estandarte.
Lembrados como desistentes!
A gente se encontra outra vez.
Enquanto não o cume, não compensa.
Quanto a nós, paciência!

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