segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Infernalmente quente...

Olhos negros, céu vermelho, nuvens de prata,
Quarto carmim, cama incinerada e corpos em brasa.
Paixão caliente do amor diferente.
Sexo ardente.
Bocas tocam mãos de carinho.
Almas se entendem.
Tempestade cinza selando nosso pacto,
Contrato de sangue nos conduzindo ao céu.
Converso com Demônios por seu corpo.
Na sede do desejo, me embriago em seu fel.
Veneno solto, olhares trocados.
O avesso do inverso.
Desejo louco que separa meu corpo do anexo.
Anjos da morte carregam pessoas desprovidas de amor.
Safamos-nos por queimarmos em chama indolor.
Nossas queimaduras de sexto sentido afligem o coração
Não há cura ou plástica que resolvam.
Comburente é paixão.
Nosso amor pelas esquinas: beco sem saída.
Nosso erro: fazermos do mundo um drama.
Este Demônio que nos intimida
É a Fúria que habita nossa cama.
Induz-me ao pecado de perdão previamente concedido
Com penitência de amor transbordado e prazer exaurido.