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segunda-feira, 14 de março de 2011

Nada vai doer...

Meus olhos cansaram-se, mas ainda vejo luz
Está logo aí e não desistirei até me iluminar
Enquanto houver esperança serei a mesma criança
Que se levanta a cada nova queda
Aprenda, a cada queda
Erga-se e vá
É fácil esperar a ferida cicatrizar
Alegre-se e nada vai doer.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Estar apaixonado...

E agora? Outra noite passou.
Mais uma noite que sofri por não vê-la.
Muito frio, chuva incessante.
Todo meu pequeno mundo para ter, outra vez, seu calor.
Por que tão seca e indiferente?
Por que tão bobo e apaixonado?
Será coisa de poeta amar quem não corresponde?
Buscar quem tanto se esconde.
Rasgar o peito, arder, sem retribuição,
Tudo por um pouco mais de lenha
Para a chama do sofrimento.
Combustível, inspiração?
Sentimentos são confusões.
Milhares de sensações que se misturam
Fazendo lembrar que o coração pulsa,
O sangue corre e o ventre se retrai.
Estar apaixonado me confunde.
Estar apaixonado me inspira.
Estar apaixonado maltrata, mas me atrai.
Você faz com que eu me lembre: ESTOU VIVO!
Tão bem me faz.
Estar apaixonado me confunde.
Me inspira, maltrata, mas me atrai.
Sentimentos são confusões
E você, bem poderia ser solução
Lembrando-me de que estou vivo.
Por que tão confusa?
Estar apaixonado me confunde...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sentindo o Oceano...

Sentindo o Oceano me deixo levar
Acompanho as ondas para qualquer lugar
Meu corpo queimando, em ebulição
Mergulho bem fundo, até quase afogar
Não sou mais o mesmo, nunca mais serei
Depois da amargura que me fez passar
Sentindo o Oceano, sinta meu pesar
Para você foi pouco me pisotear
Sentindo o Oceano, sinta meu aroma
Meu cheiro de morte
É maresia, estado de coma
Sentindo o Oceano sinta minha dor
É areia salgada, é água gelada
É falta de amor.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tudo acaba onde começou...

...começou do pó nosso pequeno mundo
Partiu de um buraquinho o abismo mais profundo
Aquele meteoro era só uma estrela
Hoje destrói tudo, um dia foi tão bela
Criaram a tal pólvora para fogos de artifício
Mas hoje é utilizada para ativar um míssil
Foi feita com inocência, para nos dar diversão
E hoje, indecência, só traz destruição
O mundo dá suas voltas e volta ao mesmo lugar
O que fizer aqui, aqui mesmo vai pagar
A saga de uma família: Cem anos de solidão
A vida de Frankstein: criado em um porão.
O mundo dá suas voltas, você pisca e ele já voltou
Acabaremos em pó, pois tudo acaba onde...
...começou do pó nosso pequeno mundo
Partiu de um buraquinho o abismo mais profundo
Aquele meteoro era só uma estrela
Hoje destrói tudo, um dia foi tão bela
Criaram a tal pólvora para fogos de artifício
Mas hoje é utilizada para ativar míssil
Foi feita com inocência, para nos dar diversão
E hoje, indecência, nos traz destruição
O mundo dá suas voltas e volta ao mesmo lugar
O que fizer aqui, aqui mesmo vai pagar
A saga de uma família: Cem anos de solidão
A vida de Frankstein: criado em um porão.
O mundo dá suas voltas, você pisca e ele já voltou
Acabaremos em pó, pois tudo acaba onde...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Infernalmente quente...

Olhos negros, céu vermelho, nuvens de prata,
Quarto carmim, cama incinerada e corpos em brasa.
Paixão caliente do amor diferente.
Sexo ardente.
Bocas tocam mãos de carinho.
Almas se entendem.
Tempestade cinza selando nosso pacto,
Contrato de sangue nos conduzindo ao céu.
Converso com Demônios por seu corpo.
Na sede do desejo, me embriago em seu fel.
Veneno solto, olhares trocados.
O avesso do inverso.
Desejo louco que separa meu corpo do anexo.
Anjos da morte carregam pessoas desprovidas de amor.
Safamos-nos por queimarmos em chama indolor.
Nossas queimaduras de sexto sentido afligem o coração
Não há cura ou plástica que resolvam.
Comburente é paixão.
Nosso amor pelas esquinas: beco sem saída.
Nosso erro: fazermos do mundo um drama.
Este Demônio que nos intimida
É a Fúria que habita nossa cama.
Induz-me ao pecado de perdão previamente concedido
Com penitência de amor transbordado e prazer exaurido.